20 de novembro de 2009

Apeteces-me.

Amanhã vou ter que voltar a falar-te.

Vou voltar áquele palco malfadado, discursar frente a milhares de pessoas (não são tantas assim...) mas vou olhar-te a ti, apenas. Vais ser tu o único a fazer-me tremer; temer a multidão que não me atemoriza por ser muita, mas por lá estares tu. Não percebo; afinal não te conheço à já imenso tempo? Julgo que sim, mas no entanto, és tu o único a fazer-me fugir da mutidão, quando nunca antes tivera temor de falar em público...
Não que falar seja um obstáculo, não! Falas pelos cotovelos! dizes tu, por isso não deve ser um qualquer tipo de dislexia o meu problema. Mas então, porque estou eu agora a tremer que nem varas verdes só pelo simples facto de que amanhã vou falar num debate? Ajuda-me, caramba! Afinal não és tu o causador destes medos?!
És tu, sim senhor! Foste tu que ainda no outro dia me fez corar em frente de outros tantos, lembras-te? Tu olhaste-me nos olhos e pronto, lá se foram as mutações génicas e os pares de bases...
Falas-me e o mundo pára. Deixo de ouvir e sentir o que quer que seja; Abismas-me.
És fresco; novo; fazes-me sonhar quando tudo o que tenho está prestes a desmoronar e já não restam forças para enfrentar o público temível; os meus Adamastores..
E vais fazer-me sorrir. Fazer com que os meus olhos se fechem (gesto que tu dizes fascinante), e vais chamar-me chinesinha, então, quando me olhares e sorrires também para mim, porque só contigo me aterrorizam os públicos.


Apeteces-me <...>

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