"Há uma indispensabilidade natural de serem os homens a tomarem o primeiro passo numa relação. Não é cá uma questão de ser antiquada ou obsoleta. É uma inevitabilidade. 'Tá feito assim e não vale a pena mexer. Já é sabido - fruto da ironia macabra da vida - que há uma tendência atroz para desvalorizarmos todas as coisas que damos como certas e seguras, uma vez que nada do que é fácil, simples ou acessível nos atrai, pelo menos enquanto as temos. Mas, no que diz respeito ao amor - ou outro sinónimo lamechas que lhe prefiram atribuir -, há interpretações distintas entre os sexos, o que me leva a garantir a veracidade da minha primeira afirmação. Os homens nunca gostam de gajas fáceis. Por mais feios que sejam e por melhor que seja a moça, se esta andar atrás deles e mostrar que é capturada com um estalar de dedos, nunca há-de haver atracção, por maiores e melhores que sejam os seus atributos. As mulheres, por sua vez, não gostam de gajos fáceis, mas aceitam-nos com facilidade. Por mais bonitas que sejam e por mais idiota que seja o dito cujo, se este tiver um poder de persuasão acima da média e um ar engraçadinho, com jeitinho a coisa pode funcionar. Esta aptidão feminina para o romance surgiu dos atropelamentos em histórias encantadas, em que a menina, inocente, estaria à espera do seu príncipe que, com ternura, iria lutar por ela sobre todas as coisas. Daí que um gajo esperto e convincente, com duas dúzias de palavras bem metidas e umas flores à mistura, consiga conquistar a rapariga sem grande trabalho. Demasiados filmes romântico-melosos nas suas cabeças. Os homens, apesar de adorarem manter o seu ego bastante elevado, não são conquistados por essa via. Jamais. Se a cachopa for toda queridinha e o lembrar de dez em dez minutos o quão lindo e maravilhoso ele é e se partir para o pressuposto que com presentinhos e bombons a coisa pode ir ao sítio, mesmo que seja a única mulher do mundo, nunca irá haver amor. Sexo, talvez - muito provavelmente, até. Amor, nunca.
Portanto, é a natureza cerebral das coisas e não há que tentar dar a volta ao cosmos. Se é para haver romance, têm de ser os homens a mexer o rabo ou a coisa está fodida."
por acaso alguem consegue dizer-me o porquê de não conseguir comentar os vossos bloguezinhos? oh pah, eu abro a pagina do blogue que quero comentar e automaticamente a sessão do google faz log off e não dá para comentar. ai vida...estou a entrar em stress.
sabem, já houve um tempo em que deixei de acreditar em principes e princesas.
como também houve uma altura em que acreditava, houve um tempo, há muito muito tempo atrás, que foi tempo de acreditar, de sonhar que um dia, muito tempo depois, teria um principe, um homem robusto de cabelo ao vento montado no seu corcel que me levaria para o seu castelo. houve um tempo, faz muito muito tempo, em que eu acreditei que ele viria. depois perdi esse tempo e perdi os sonhos com ele. mas agora voltei a acreditar; não sei porquê, acho que já devia ter ganhado juizo, já devia ter aprendido que nada é completamente o que parece e tudo tem um tempo e meu tempo de sonhar alto já passou. mas eu sonho, continuo a sonhar, porque para mim não existe tal coisa como o tempo e sonhar é tudo o que me importa.
tu dizes "ah e tal és mesmo vaca, ninguém gosta de ti...és uma falsa" e eu ouço "bla bla bla sou mesmo vaca bla bla ninguém gosta de mim..." querida, cresce e depois voltamos a conversar, sim? beijo na bunda e até segunda!
o primeiro selo oferecido á Noz veio da queridamari, um grande obrigada para ela. mas não é só vangloriar-me "ah e tal tenho um selo" nopes, veio com uma desafio muito giro, responder a duas questões. ora cá vai: ♥"o que me fez correr cinquenta mil quilómetros?", não foram bem 50 mil mas foi lá perto, aquele que eu pensava se o 'tal' levou-me a cometer tal loucura, apesar de não ter sido ele o meu principe encantado, valeu totalmente a pena e os gastos :b ♥"o que me faz", hoje a conversa é a mesma. seria capaz de repetir todas as loucuras que já cometi, se calhar até faria algumas bem piores... mas também há outra coisa que eu (agora que finalmente ganhei juízo) farei de certeza: lutar pelos meus objectivos, estejam eles aqui à porta ou do outro lado do mundo (':
e passar o selito para 15 blogues, mas eu não gosto muito de escolher mas cá vai..: matilde cê, sofia, maria, marla, sutra, buttafly, ladybüg, davie, cristal, molly, maçã e canela, 'mimi, dommin, aleex e kate!
Há este travo adocicado na minha boca, como se tivesse mergulhado horas a fio a minha língua num prato cheio de açúcar. Tórrida, doce boca.
Latejam-me os lábios e ardem-me os olhos, tremem-me as mãos, fraquejam-me as pernas e a respiração é rápida e pesada como se todo o meu corpo quisesse expressar este mal-estar que me consome. É sempre assim agora, sabes? Há sempre esta doçura na minha boca, sempre os lábios cheios a latejar, os olhos ardem e transbordam sempre que os fecho. Não que não goste de ti, nada disso. O problema também não é tu não me fazeres feliz. O problema é não poder ter esse teu beijo cheio, essa tua pele doce que me preenche os poros e me faz transbordar o coração. É esta ausência de ti, este sentimento de vazio completo quando não te tenho por perto, nem á tua pele doce nem ao teu beijo cheio.
Há este desejo no meu peito, como se tivesse mergulhado horas a minha pele na tua. E condena-me ainda mais esta sensação, confina-me mais ainda a esta melancolia de não te ter e esperar que chegues, no matter what.
Poderia deixar-me envolver por este açúcar que me enche a boca e permitir que ele me levasse até ti, até á tua pele doce e aos teus beijos cheios, mas a minha língua está presa no meu silêncio.
(as minhas respostas estão a laranja) Sinto falta de alguém agora. Amo dormir. Já vi um filme porno. Acredito que a honestidade é a melhor política. Mudei muito mentalmente desde o ano passado. Sou muito inteligente. (mas não me preocupo em mostra-lo ao restante mundo) Nunca parti um osso do corpo. Tenho um segredo que tenho vergonha de revelar. Amo a chuva. (farto-me facilmente) Sou paranóica. Preciso de dinheiro agora. Queria ter um irmão. Menti a um bom amigo nos últimos seis meses. Normalmente sou pessimista. Tenho oscilações de humor. Acho que a prostituição deve ser legalizada. Sou bipolar. Tenho um talento escondido. (Se tenho está tão escondido que ainda não dei por isso...) Gosto de falar ao telefone. Praticamente vivo de camisas e calças de ganga. Tenho um telemóvel. Actualmente tenho um fraquinho por alguém. (um dos grandes) Não tenho nenhuma ideia do que quero fazer o resto da minha vida. Não quero ter filhos no futuro. Sou muito tímida perto do sexo oposto. Amo os meus melhores amigos. Vejo canal Panda e gosto. Tive uma queda por alguém que nunca conheci. (oh Ricardo{Quaresma} porquê? Podíamos ter sido tão felizes juntos…) Beijei alguém que sabia que não devia. Não toco um instrumento musical. Caio mais rapidamente em “desejo” do que “amor”. Sou uma pessoa totalmente diferente em torno de pessoas diferentes. Não importa onde estou ou com quem estou, pareço sempre uma solitária. O meu coração reside abaixo dos meus pés. Uma vez roubei um chocolate no supermercado. Não tenho a capacidade de tomar decisões sem mudar a minha forma de pensar. Sou mais analítica sobre as pessoas que conheço. Acredito na perda de tempo. (E até já me chamaram isso...) O meu feriado favorito não é o Natal. Não sei o que faria sem os meus amigos. Estou com fome. Menti sobre um dos itens desta lista. Tenho um problema em expressar as coisas. Sou a pessoa mais necessitada que conheço à face do planeta. Só vejo televisão quando está alguém no computador. Sou um pouco louca. (um pouco? Pois claro…) Gosto do cheiro de Tic-Tac’s laranja. Apaixono-me com muita facilidade. Adoro cheirar cola. (E verniz, e gasolina, e acetona, e diluente, e tinta...) Sou muito egoísta. Sou tão emo, às vezes. Acho que a raça humana está mal e deve ser demolida. Já copiei num teste. Estou farta de drama. Preciso de um emprego digno. Já fingi que estava a estudar. Não sou burra, sou um depósito de informações inúteis. Já fiz um teste sem estudar. (quase todos para ser sincera, e o mais estranho é que me safo melhor sem estudar…) Já me quis matar. Já tive vontade de mandar todos p’ra puta que os pariu. (E mandei!) Amo ficar apaixonada, mesmo que não seja correspondida. É uma sensação tão boa. Tenho nojo de baratas. Já pensei em fugir de casa. (E já fugi...) Os meus conselhos são os piores possíveis. Já fingi estar doente para não ir às aulas. Tenho medo de ficar sozinha no escuro.
deixaste-me com o coração apertadinho e com vontade de entrar no primeiro comboio com destino a lisboa que aparecesse e ir direitinha ter contigo, sem olhar uma vez que fosse para trás. detesto quando isto acontece. detesto a maneira com falas comigo e me fazes sonhar a cada palavra que dizes. detesto a maneira perfeita como o teu sorriso condiz com os teus olhos e como olhas fixamente para mim enquanto eu falo. detesto o facto de quereres tudo perfeito e de consiguires sempre ler os meus pensamentos. detesto-te porque estas sempre certo, mesmo quando mentes. detesto quando me fazes sorrir daquela maneira estupida e ainda me dizes que tenho o sorriso mais bonito do mundo e detesto ainda mais a facilidade com que consegues fazer-me chorar. detesto o facto de estares permanentemente a 360 km de mim e detesto ainda mais não poder fazer nada contra isso. mas acima de tudo detesto não te detestar, nem um bocadinho. detesto amar-te por não poder mostrar-te o quanto te amo.
Há poucos destes dias. Destes em que acordo como se não tivesse sequer dormido, em que deambulo pelas horas como se de um fantasma me tratasse, daqueles espectrais, que absorvem toda a vida que há dentro das pessoas e as tornam infelizes. Acho que tenho um espectro assim a sobrevoar-me nestes dias. Nestes em que o simples facto de não me telefonares faz o meu coração ribombar dentro do peito e estilhaçar-se em pedaços. Sabes que me fazes falta, tal como me faz falta o teu sorriso e as tua voz meio rouca a dizer-me como às vezes digo disparates completos e ensinar-me palavras em espanhol que nunca irei usar. “te voglio” quer dizer quero-te em italiano. Eu quero-te; quero-te tanto como aos gelados nas tardes quentes de Verão, aquelas em que te conheci, meu amor, em que me apaixonei por esse corpo melodioso como uma canção bem composta. As canções, desculpa, poesias, como gostas de lhes chamar, são uma constante a lembrar-me de ti nos elevadores do shopping e nos altifalantes espalhados pela rua.
Excrucia-me o peito não saber onde andas, não saber por quem te perdes e como cruzas os braços em sinal de reprovação sempre que vês algum trabalho que não esteja minimamente perfeito. Preciso de saber de ti mais do que preciso do ar que respiro; és tu esse ar que respiro, que sorvo em lufadas de ar quente e doce, esse teu odor que me conforta só por existir, só por estar na minha almofada todas as manhãs, ou pelo menos como eu gostaria que estivesse. Preciso de ti mais do que preciso da vida porque meu bem, como vês, sem ti a minha não faz sentido.
Nem sempre somos o que parecemos. Nem sempre falamos do que nos destrói, do que dói, daquilo que nos entristece, das angústias, dos pesadelos e dos medos. Nem sempre andamos por aí, de semblante caído, de olhos vermelhos, de cara séria e olhar angustiado, mesmo quando temos razões para tal. Nem sempre os sorrisos e as gargalhadas significam felicidade nem tão pouco tranquilidade. Nem sempre a frieza e a distância indicam que se é tal e qual assim, como nos pintam. Mas a vida é mesmo assim, cheia de contradições. Resta-nos ter cuidado nos julgamentos que se fazem e esperar que o bom senso impere em cada opinião que é formada por cada um de nós.