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19 de outubro de 2011

amar-te assim,

Apaixonas-me de cada vez que dizes que me amas. delicias-me quando me dás beijinhos nos olhos e dizes que os adoras; a estes que te amam mais a cada segundo que passa. Inebrias-me com esse teu cheiro doce, esse que sorvo em gordas lufadas de ar; quero aproveitar-te ao máximo, absorver cada partícula  do teu perfume. Não quero perder um milímetro que seja de ti.

8 de outubro de 2011

15 de agosto de 2011

to ireland, with love*


A* how do you say “i love you”?
P* A-mo-te
A* À-mó-té
P* me too :$


you will be missed and loved, forever I promise

10 de abril de 2011

és tu o meu principe, sou eu tua princesa*

I've heard that it's possible to grow up - I've just never met anyone who's actually done it. Without parents to defy, we break the rules we make for ourselves. We throw tantrums when things don't go our way, we whisper secrets with our best friends in the dark, we look for comfort where we can find it, and we hope - against all logic, against all experience. Like children, we never give up hope...”
Meredith Grey,


Era uma vez um príncipe, um belo príncipe de olhos verdes, que certo dia conheceu uma pequena, não era princesa, essa pequena, mas isso não importava ao belo príncipe pois afinal o que importa não é o que está escrito mas sim o que se sente; e a pequena era uma princesa por dentro.
O príncipe encantou a pequena, e ela deixou-se encantar por ele. Deixou-se dançar nas noites de baile. Deixou que ele a guiasse pelos labirintos de jardim do castelo. Permitiu até que ele a tomasse nos seus braços pela noite fora enquanto ela inalava o perfume enlouquecedor do corpo dele. Ele olhava-a enquanto a encantava. Questionava-se como seria possível tamanha doçura existir. Tamanha bondade que o prendia a ela sem querer. Não se diria que nenhum dos dois tivesse feito de propósito para se encontrarem, nenhum teria querido que o outro ficasse só para si.
Dizem que o amor por si só basta, que é apenas necessária uma boa dose de romantismo e uma pitada de paixão para que uma relação dure, mas desengane-se quem pensa assim. É preciso dor, desafios, só assim se pode ter a certeza de que é a sério, que é para valer. Eles amam-se, aqueles dois enamorados. Não lhes importa que ele seja realeza e ela do povo. É-lhes indiferente que ela goste de doce enquanto ele prefere o salgado. Mas eles completam-se, ele acaba onde ela termina e ela começa onde ele tem início.
É engraçado vê-los. Ele brinca com ela, diz coisas parvas e ela sorri, com os olhos tão fechados que quase não se vêem. Abre muito os olhos ao olhar para ele, como se tentasse captar o máximo de pormenores possível. Delicia-se no corpo alto que ele tem, nos olhos que não se sabe se são verdes ou azuis, no rosto simétrico e tão doce. Afogam-se na felicidade de pertencerem um ao outro, inspiram o Amor em gordas lufadas de ar.
Diz-se que a rapariguinha foi enfeitiçada pelos olhos muito verdes e pelo perfume doce do corpo dele. Ninguém sabe no entanto, ninguém pode ter a certeza disso porque agora a pequena, a quem todos chamam princesa, já não se distingue do príncipe. Já ninguém pode dizer ao certo onde começa ela e onde acaba ele. Porque uma coisa é certa, o príncipe, sim esse, o belo, também ficou enfeitiçado pelo sorriso apaixonado da princesa e para ele ela será para sempre a sua pequena.

28 de janeiro de 2011

sometimes we have to stop in order to continue later



estava frio, muito frio. os dentes tiritavam enquanto esfregava as mãos uma na outra. ele é alto, perto do metro e oitenta, diria. o cabelo comprido espreita por debaixo do gorro azul. sorri; sorri porque não há nada que possa estragar aqueles dias de paraíso, nem o frio. os olhos doces dele vageavam por aqui e por além, procuravam-na, de vez em quando; quando parecia que ninguém estava a ver  os olhos dele deliciavam-se nas feições redondas da cara dela, no corpo pequeno e no seu sorriso largo. 
ela tentava parecer indiferente. mas os olhos verdes, incansáveis, procuravam os olhos cor-de-avelã dele, procuravam a boca fina dele, procuravam o corpo esguio que ele tem. os cabelos lisos escorriam-lhe pelos ombros, torrentes de desejo na mente dele. faziam-no lembrar de pequenas fontes de água doce, cheirosa, que o transportam para outras dimensões muito para além do imaginável.
queriam-se mesmo sem se quererem, mesmo sem ninguém saber, mesmo sem eles saberem. quando ele olhava ela estava sempre lá, a dirigir-lhe o seu sorriso quente como o sol no verão e a aquecer-lhe o coração. quando ela dava por si, estava embrenhada no olhar provocador dele, na aura de mistério e desejo que ele emanava.
não diria que é amor o que aqueles dois seres até então desconhecidos sentiam, era mais um misto de paixão e desejo ardente; uma mistura de compreenssão e profunda necessidade de algo que os aquecesse. 
mas os dias passaram, a cumplicidade foi aumentando nos corações deles. já não era desejo mundano que se lia nos olhos dele, nem ponta de compaixão no sorriso dela. agora o amor começava a tomar a sua parte, o seu quê de espaço em cada um deles. 
e as conversas sucediam-se, ele tentava aproximar-se ao máximo, mostrar que queria tanto quanto ela; ela tentava manter a calma porque o tempo e a experiencia já a ensinaram que nem tudo é o que parece e há homens com os quais devemos ter cuidado. mas deixava-se levar lentamente pela fluidez dele e ele pela doçura dela.
mas um desses dias, depois de tudo estar já perfeitamente encaminhado entre as duas almas cumplices, começou a nevar, o calor começou a desaparecer, a neve gelava todo e qualquer resquício da aventura e do desejo que partilharam nos dias anteriores a esse, na noite anterior a essa.
agora ele tenta não a ver, talvez por não querer ceder de novo á tentação dos olhos muito verdes e do sorriso aberto dela. enquanto que ela tenta não chorar, ao mesmo tempo que se culpa por não ter ouvido a sua razão dizer-lhe que ás vezes nem tudo é o que parece e que há homens com os quais precisamos de ter cuidado.

26 de dezembro de 2010

you're the right kind of wrong


deixaste-me com o coração apertadinho e com vontade de entrar no primeiro comboio com destino a lisboa que aparecesse e ir direitinha ter contigo, sem olhar uma vez que fosse para trás. detesto quando isto acontece. detesto a maneira com falas comigo e me fazes sonhar a cada palavra que dizes. detesto a maneira perfeita como o teu sorriso condiz com os teus olhos e como olhas fixamente para mim enquanto eu falo. detesto o facto de quereres tudo perfeito e de consiguires sempre ler os meus pensamentos. detesto-te porque estas sempre certo, mesmo quando mentes. detesto quando me fazes sorrir daquela maneira estupida e ainda me dizes que tenho o sorriso mais bonito do mundo e detesto ainda mais a facilidade com que consegues fazer-me chorar. detesto o facto de estares permanentemente a 360 km de mim e detesto ainda mais não poder fazer nada contra isso. mas acima de tudo detesto não te detestar, nem um bocadinho. detesto amar-te por não poder mostrar-te o quanto te amo.


mas eu amo-te.

17 de dezembro de 2010

acreditar no amor como se na vida

Há poucos destes dias. Destes em que acordo como se não tivesse sequer dormido, em que deambulo pelas horas como se de um fantasma me tratasse, daqueles espectrais, que absorvem toda a vida que há dentro das pessoas e as tornam infelizes. Acho que tenho um espectro assim a sobrevoar-me nestes dias. Nestes em que o simples facto de não me telefonares faz o meu coração ribombar dentro do peito e estilhaçar-se em pedaços. Sabes que me fazes falta, tal como me faz falta o teu sorriso e as tua voz meio rouca a dizer-me como às vezes digo disparates completos e ensinar-me palavras em espanhol que nunca irei usar. “te voglio” quer dizer quero-te em italiano. Eu quero-te; quero-te tanto como aos gelados nas tardes quentes de Verão, aquelas em que te conheci, meu amor, em que me apaixonei por esse corpo melodioso como uma canção bem composta. As canções, desculpa, poesias, como gostas de lhes chamar, são uma constante a lembrar-me de ti nos elevadores do shopping e nos altifalantes espalhados pela rua.
Excrucia-me o peito não saber onde andas, não saber por quem te perdes e como cruzas os braços em sinal de reprovação sempre que vês algum trabalho que não esteja minimamente perfeito. Preciso de saber de ti mais do que preciso do ar que respiro; és tu esse ar que respiro, que sorvo em lufadas de ar quente e doce, esse teu odor que me conforta só por existir, só por estar na minha almofada todas as manhãs, ou pelo menos como eu gostaria que estivesse. Preciso de ti mais do que preciso da vida porque meu bem, como vês, sem ti a minha não faz sentido.


12 de novembro de 2010

love

Summer romances end for all kinds of reasons. But when all is said and done, they have one thing in common: they are shooting stars, a spectacular moment of light in the heavens, a fleeting glimpse of eternity. And in a flash, they're gone.

in the notebook

19 de julho de 2010

hold me tight

me: "tenho tantas saudades tuas..."
he: "eu também sinto muito a tua falta, minha querida."
me: "se pudesse, raptava-te e levava-te para uma ilha muito muito longe daqui."
he: "bem, uma ilha não diria mas podemos viver um com o outro"

24 de junho de 2010

são joão, são joão, dá ca um balão para eu brincar

no próximo ano, sou eu que vou estar ali... :')

eu amo a minha terra e gosto ainda mais do são joão e da tradição dos bugios!! *.*



"oh nina, dá lá um beijinho de despedida ao bugio que te protegeu..." disse-me o rapaz giro do fato laranja.

16 de junho de 2010

conversas da meia noite;



como consegues gostar de mim?
eu sou racista, ás vezes sou muito mal humorado. sou rancoroso e muito (MUITO) maldoso... não devias mesmo gostar de mim.


Para que precisaria eu de um príncipe encantado quando tenho um lobo mau que me vê melhor, cheira melhor e, ainda por cima, me come melhor?!?
(a)


maybe that's the reason honey.

30 de maio de 2010

uma caixinha de sete palmos, duas rosas e as tuas cartas*

Ela seguia sozinha pelas ruas apinhadas de gente, com os braços pendidos num gesto de fadiga; lânguida como uma morta, ténue como uma morta, mais morta que a própria morte.

Esperou por ele, manhãs após manhãs, por tardes infinitas; mas ele não aparecera. E ela ficara ali sentada, na caixinha de madeira; e continuaria a esperar pelos séculos dos séculos, sem nunca se cansar; sem nunca dar ouvidos aos outros que por ela passavam, dizendo que ele nunca voltaria, que o Amor não se encontra porque ele nunca volta. Mas ela cansou-se de esperar; cansou-se de ouvi-los e remou contra a corrente. Alegre, cantarolando bem-me-queres e violetas, viu passar por si todos os que também o buscaram, ao Amor. Viu-os penderem os braços, num gesto de fadiga; lânguidos como mortos, ténues como mortos, mais mortos que a própria morte. Ouviu-os dizer que esse Amor, de que todos falam, não se procura porque ele é que nos encontra e quando parte, nunca volta.

Mas ela foi. Procurou, pelos séculos dos séculos, pela eternidade efémera; até que os também os seus braços começaram a pender, acusando a fadiga; a sua pele tornou-se branca, lânguida como a deles. Tornou-se não mais do que uma sombra ténue, esvaecida; ficou também ela mais morta que a própria morte.

Agora ela vagueia sozinha nas ruas apinhadas de gente, com os braços pendidos num gesto de fadiga; lânguida como uma morta, ténue como uma morta, mais morta que a própria morte. Já não procura o Amor, esse irreverente companheiro; aprendeu que ele não se procura porque quando parte, nunca volta.

23 de maio de 2010

19 de maio de 2010

ha uma música que me faz lembrar de ti♥


“Não é algo material isso que tu és; não pode ser descrito nem por mil palavras, nem com todas as palavras do infinito se conseguiria. Mas eu tentei; eu tentei perceber o que tu és, desvendar esse teu pequeno mistério; e raios se não consegui! Fui a única, disseste tu uma noite, que alguma vez te conseguiu acalmar a meio de uma crise, aquela que te fez ouvir a voz da razão quando tu nunca lhe dás ouvidos; não sei bem o que és na verdade, mas eu encarei-te como o meu “pobre bebé”, o meu cachorrinho abandonado; pelo menos no principio…depois a coisa complicou-se. Deve ter sido o teu cheiro, ou a tua maneira de franzir o nariz sempre que sorris…
Não é algo material isso que tu és, não pode ser. Aposto que és um Deus, não um meu semelhante.”

Voltou a abraçar-me e acariciar-me o cabelo enquanto eu bebia o copo gigante com água.
-Já estiveste em Paris?; disse meio distraída enquanto olhava o frigorífico cheio de pequenos magnetos colados aleatoriamente.
-Não, foi o meu pai e a minha madrasta. Mas adorava lá ir um dia, dizem que é uma cidade fantástica para umas férias a dois.
Vira-me para si e crava nos meus os seus olhos profundos, onde horizontes sem fim se traçam de lés a lés e qualquer marinheiro poderia navegar sem medo de perder o norte.
As pequenas rugas que faz no nariz quando sorri foram das primeiras coisas que no seu rosto me chamou a atenção. Tem os traços muito firmes, muito geometricamente definidos, um queixo cortado um nada saliente. Tem os traços do rosto arquitectonicamente desenhados, excepto aqueles franzidos que faz no nariz quando sorri. Foi das primeiras coisas que reparei porque são as rugazinhas que o humanizam e me lembram que estou a segurar um mero mortal, meu semelhante.
Preparamos omeletas com salada e limonada, como que tentando tornar estas raras experiências o nosso quotidiano. Desafia-me a provar o limão com os dentes, corto meio para o sumo. Seduz-me com a naturalidade com que brinca com a comida que cozinha. Corta pão, frita ovos, junta orégãos para ficar mais picante, é o que diz. Pede-me o iogurte natural da porta do frigorífico, que geme de cada vez que nela força se faça. Continuou a juntar ingredientes surpresa, que mais tarde descobri serem hortelã e gengibre, e passou tudo pela varinha mágica. Eu olhava-o pelo canto do olho, enquanto cortava pepinos em dados e um tomate a meio. Misturamos tudo num prato de serviço fundo e sob as omeletas jorramos o molho de iogurte. Passou um dedo na beira do copo da varinha mágica, tocou-me nos lábios, sujando-os com a pasta que cobre o nosso jantar.
- Provo eu ou provas tu?
De novo aquelas maliciosas rugas espreitando por detrás do seu nariz. O seu bonito rosto firme, a quatro segundos do meu. Agora a três, agora a dois. Avanço mais um pequenino passo do seu corpo alto; o seu lindo rosto firme a um segundo do meu.
- Prova tu.
Trinca-me levemente o lábio inferior. Uma, duas vezes. Saboreia o iogurte com os seus lábios, nos meus. Tremem-me as mãos que seguram o prato de serviço fundo. Afasta-se suavemente da minha boca, encosta a sua geométrica testa na minha.
- Há alguma coisa errada? Exageramos na gengibre?
Toca-me levemente no pulso esquerdo, apressa-se a responder-me:
- Não, não, está tudo certo.
Pelo final do jantar está o prato de serviço vazio e acompanha-o a jarra de sumo de limão com vodca, tenho que admitir. Está agradável a conversa, um pouco apimentada, como o seria de esperar da companhia e do álcool. Sente-se um leve calor, uma ardência no corpo como malaguetas no tempero. Levanta-se com a solenidade de um músico, eleva o meu corpo consigo em gestos rápidos. A louça cai no chão, arrastada por braços esperneando e parte-se silenciosa na carpete da sala. Ouvem-se apenas as nossas respirações pesadas; tem-me nua na mesa. Mergulha o seu bonito rosto firme abaixo do meu queixo, beija-me o pescoço e o peito. Cravei as minhas unhas nas suas costas largas e soltei um uivo de fazer inveja à porta do frigorífico. Nessa noite fiz amor com um Deus como se fizesse disso o meu quotidiano e não houve traço que me lembrasse de que se tratou de um mero mortal, meu semelhante.

day 05 A song that reminds you of someone





25 de abril de 2010