19 de outubro de 2011
amar-te assim,
8 de outubro de 2011
15 de agosto de 2011
to ireland, with love*
10 de abril de 2011
és tu o meu principe, sou eu tua princesa*
28 de janeiro de 2011
sometimes we have to stop in order to continue later
estava frio, muito frio. os dentes tiritavam enquanto esfregava as mãos uma na outra. ele é alto, perto do metro e oitenta, diria. o cabelo comprido espreita por debaixo do gorro azul. sorri; sorri porque não há nada que possa estragar aqueles dias de paraíso, nem o frio. os olhos doces dele vageavam por aqui e por além, procuravam-na, de vez em quando; quando parecia que ninguém estava a ver os olhos dele deliciavam-se nas feições redondas da cara dela, no corpo pequeno e no seu sorriso largo.
ela tentava parecer indiferente. mas os olhos verdes, incansáveis, procuravam os olhos cor-de-avelã dele, procuravam a boca fina dele, procuravam o corpo esguio que ele tem. os cabelos lisos escorriam-lhe pelos ombros, torrentes de desejo na mente dele. faziam-no lembrar de pequenas fontes de água doce, cheirosa, que o transportam para outras dimensões muito para além do imaginável.
queriam-se mesmo sem se quererem, mesmo sem ninguém saber, mesmo sem eles saberem. quando ele olhava ela estava sempre lá, a dirigir-lhe o seu sorriso quente como o sol no verão e a aquecer-lhe o coração. quando ela dava por si, estava embrenhada no olhar provocador dele, na aura de mistério e desejo que ele emanava.
não diria que é amor o que aqueles dois seres até então desconhecidos sentiam, era mais um misto de paixão e desejo ardente; uma mistura de compreenssão e profunda necessidade de algo que os aquecesse.
mas os dias passaram, a cumplicidade foi aumentando nos corações deles. já não era desejo mundano que se lia nos olhos dele, nem ponta de compaixão no sorriso dela. agora o amor começava a tomar a sua parte, o seu quê de espaço em cada um deles.
e as conversas sucediam-se, ele tentava aproximar-se ao máximo, mostrar que queria tanto quanto ela; ela tentava manter a calma porque o tempo e a experiencia já a ensinaram que nem tudo é o que parece e há homens com os quais devemos ter cuidado. mas deixava-se levar lentamente pela fluidez dele e ele pela doçura dela.
mas um desses dias, depois de tudo estar já perfeitamente encaminhado entre as duas almas cumplices, começou a nevar, o calor começou a desaparecer, a neve gelava todo e qualquer resquício da aventura e do desejo que partilharam nos dias anteriores a esse, na noite anterior a essa.
agora ele tenta não a ver, talvez por não querer ceder de novo á tentação dos olhos muito verdes e do sorriso aberto dela. enquanto que ela tenta não chorar, ao mesmo tempo que se culpa por não ter ouvido a sua razão dizer-lhe que ás vezes nem tudo é o que parece e que há homens com os quais precisamos de ter cuidado.
26 de dezembro de 2010
you're the right kind of wrong
deixaste-me com o coração apertadinho e com vontade de entrar no primeiro comboio com destino a lisboa que aparecesse e ir direitinha ter contigo, sem olhar uma vez que fosse para trás. detesto quando isto acontece.
17 de dezembro de 2010
acreditar no amor como se na vida
12 de novembro de 2010
love
22 de outubro de 2010
19 de julho de 2010
hold me tight
he: "eu também sinto muito a tua falta, minha querida."
me: "se pudesse, raptava-te e levava-te para uma ilha muito muito longe daqui."
he: "bem, uma ilha não diria mas podemos viver um com o outro"
29 de junho de 2010
24 de junho de 2010
são joão, são joão, dá ca um balão para eu brincar
eu amo a minha terra e gosto ainda mais do são joão e da tradição dos bugios!! *.*


16 de junho de 2010
conversas da meia noite;

como consegues gostar de mim? eu sou racista, ás vezes sou muito mal humorado. sou rancoroso e muito (MUITO) maldoso... não devias mesmo gostar de mim.
Para que precisaria eu de um príncipe encantado quando tenho um lobo mau que me vê melhor, cheira melhor e, ainda por cima, me come melhor?!? (a)
30 de maio de 2010
uma caixinha de sete palmos, duas rosas e as tuas cartas*
Ela seguia sozinha pelas ruas apinhadas de gente, com os braços pendidos num gesto de fadiga; lânguida como uma morta, ténue como uma morta, mais morta que a própria morte.
Esperou por ele, manhãs após manhãs, por tardes infinitas; mas ele não aparecera. E ela ficara ali sentada, na caixinha de madeira; e continuaria a esperar pelos séculos dos séculos, sem nunca se cansar; sem nunca dar ouvidos aos outros que por ela passavam, dizendo que ele nunca voltaria, que o Amor não se encontra porque ele nunca volta. Mas ela cansou-se de esperar; cansou-se de ouvi-los e remou contra a corrente. Alegre, cantarolando bem-me-queres e violetas, viu passar por si todos os que também o buscaram, ao Amor. Viu-os penderem os braços, num gesto de fadiga; lânguidos como mortos, ténues como mortos, mais mortos que a própria morte. Ouviu-os dizer que esse Amor, de que todos falam, não se procura porque ele é que nos encontra e quando parte, nunca volta.
Mas ela foi. Procurou, pelos séculos dos séculos, pela eternidade efémera; até que os também os seus braços começaram a pender, acusando a fadiga; a sua pele tornou-se branca, lânguida como a deles. Tornou-se não mais do que uma sombra ténue, esvaecida; ficou também ela mais morta que a própria morte.
Agora ela vagueia sozinha nas ruas apinhadas de gente, com os braços pendidos num gesto de fadiga; lânguida como uma morta, ténue como uma morta, mais morta que a própria morte. Já não procura o Amor, esse irreverente companheiro; aprendeu que ele não se procura porque quando parte, nunca volta.
23 de maio de 2010
19 de maio de 2010
ha uma música que me faz lembrar de ti♥
“Não é algo material isso que tu és; não pode ser descrito nem por mil palavras, nem com todas as palavras do infinito se conseguiria. Mas eu tentei; eu tentei perceber o que tu és, desvendar esse teu pequeno mistério; e raios se não consegui! Fui a única, disseste tu uma noite, que alguma vez te conseguiu acalmar a meio de uma crise, aquela que te fez ouvir a voz da razão quando tu nunca lhe dás ouvidos; não sei bem o que és na verdade, mas eu encarei-te como o meu “pobre bebé”, o meu cachorrinho abandonado; pelo menos no principio…depois a coisa complicou-se. Deve ter sido o teu cheiro, ou a tua maneira de franzir o nariz sempre que sorris…
Não é algo material isso que tu és, não pode ser. Aposto que és um Deus, não um meu semelhante.”
Voltou a abraçar-me e acariciar-me o cabelo enquanto eu bebia o copo gigante com água.
-Já estiveste em Paris?; disse meio distraída enquanto olhava o frigorífico cheio de pequenos magnetos colados aleatoriamente.
-Não, foi o meu pai e a minha madrasta. Mas adorava lá ir um dia, dizem que é uma cidade fantástica para umas férias a dois.
Vira-me para si e crava nos meus os seus olhos profundos, onde horizontes sem fim se traçam de lés a lés e qualquer marinheiro poderia navegar sem medo de perder o norte.
As pequenas rugas que faz no nariz quando sorri foram das primeiras coisas que no seu rosto me chamou a atenção. Tem os traços muito firmes, muito geometricamente definidos, um queixo cortado um nada saliente. Tem os traços do rosto arquitectonicamente desenhados, excepto aqueles franzidos que faz no nariz quando sorri. Foi das primeiras coisas que reparei porque são as rugazinhas que o humanizam e me lembram que estou a segurar um mero mortal, meu semelhante.
Preparamos omeletas com salada e limonada, como que tentando tornar estas raras experiências o nosso quotidiano. Desafia-me a provar o limão com os dentes, corto meio para o sumo. Seduz-me com a naturalidade com que brinca com a comida que cozinha. Corta pão, frita ovos, junta orégãos para ficar mais picante, é o que diz. Pede-me o iogurte natural da porta do frigorífico, que geme de cada vez que nela força se faça. Continuou a juntar ingredientes surpresa, que mais tarde descobri serem hortelã e gengibre, e passou tudo pela varinha mágica. Eu olhava-o pelo canto do olho, enquanto cortava pepinos em dados e um tomate a meio. Misturamos tudo num prato de serviço fundo e sob as omeletas jorramos o molho de iogurte. Passou um dedo na beira do copo da varinha mágica, tocou-me nos lábios, sujando-os com a pasta que cobre o nosso jantar.
- Provo eu ou provas tu?
De novo aquelas maliciosas rugas espreitando por detrás do seu nariz. O seu bonito rosto firme, a quatro segundos do meu. Agora a três, agora a dois. Avanço mais um pequenino passo do seu corpo alto; o seu lindo rosto firme a um segundo do meu.
- Prova tu.
Trinca-me levemente o lábio inferior. Uma, duas vezes. Saboreia o iogurte com os seus lábios, nos meus. Tremem-me as mãos que seguram o prato de serviço fundo. Afasta-se suavemente da minha boca, encosta a sua geométrica testa na minha.
- Há alguma coisa errada? Exageramos na gengibre?
Toca-me levemente no pulso esquerdo, apressa-se a responder-me:
- Não, não, está tudo certo.
Pelo final do jantar está o prato de serviço vazio e acompanha-o a jarra de sumo de limão com vodca, tenho que admitir. Está agradável a conversa, um pouco apimentada, como o seria de esperar da companhia e do álcool. Sente-se um leve calor, uma ardência no corpo como malaguetas no tempero. Levanta-se com a solenidade de um músico, eleva o meu corpo consigo em gestos rápidos. A louça cai no chão, arrastada por braços esperneando e parte-se silenciosa na carpete da sala. Ouvem-se apenas as nossas respirações pesadas; tem-me nua na mesa. Mergulha o seu bonito rosto firme abaixo do meu queixo, beija-me o pescoço e o peito. Cravei as minhas unhas nas suas costas largas e soltei um uivo de fazer inveja à porta do frigorífico. Nessa noite fiz amor com um Deus como se fizesse disso o meu quotidiano e não houve traço que me lembrasse de que se tratou de um mero mortal, meu semelhante.
day 05 A song that reminds you of someone

