Tenho várias almas dentro de mim. Em cada olhar há um sem número de entidades a lutar pelo protagonismo; em cada sorriso outras tantas querendo dar um pouco de si. Dizem os entendidos na matéria que é assim que nós, ascendentes de gémeos, somos; seres com várias personalidades que coabitam entre si. “Um signo que vale por dois...bem no mínimo, pois bem poderiam ser trigémeos ou quadrigémeos. Quantos mais vierem é lucro!”.
15 de setembro de 2011
Bem-me-quer, mal-me-quer,
Tenho várias almas dentro de mim. Em cada olhar há um sem número de entidades a lutar pelo protagonismo; em cada sorriso outras tantas querendo dar um pouco de si. Dizem os entendidos na matéria que é assim que nós, ascendentes de gémeos, somos; seres com várias personalidades que coabitam entre si. “Um signo que vale por dois...bem no mínimo, pois bem poderiam ser trigémeos ou quadrigémeos. Quantos mais vierem é lucro!”.
20 de fevereiro de 2011
caracóis doirados,
24 de janeiro de 2011
de volta*
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| Baden-Baden; Strasbourg'11 |
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| *o pompom*; Kalsruhe-Baden, Strasbourg'11 |
vêm baby's? eu disse que viria diferente.
15 de janeiro de 2011
GIRL POWER,
12 de janeiro de 2011
strasburg*
31 de dezembro de 2010
quando te conheci, não imaginei que irias ser tão importante para mim*
17 de dezembro de 2010
acreditar no amor como se na vida
14 de dezembro de 2010
vero? veríssimo!
13 de julho de 2010
diários da nossa paixão
Lisboa é encantada. São as luzes frenéticas dos carros solitários, o pôr-do-sol sobre o Tejo; os barcos que o cruzam de lés a lés, impertinentes, rasgando o horizonte que se desenha por trás do Sol e dos arranha-céus. Lisboa encanta-me, não percebo bem porquê.
A cadeira de metal queima-me a pele assim como os raios de sol que espreitam por entre o toldo da esplanada; não espero que apareças já, mas gostava que o fizesses. A ideia de poder ver de perto esses olhos, de poder, quiçá, sentir esses beijos quentes que prometes, faz nascer borboletas no meu estômago; o que tu me fazes rapaz! O sorvete de limão está derretido na taça em cima da mesa, não consigo comer; olho em volta. As pessoas fazem as suas vidas, despreocupadas, indiferentes ao nervosismo que me faz tremer as pernas e gelar os neurónios. Sempre os tive, sabes, mas hoje estão bloqueados, não sei bem porquê.
Chegaste á hora marcada, como seria de esperar; com dois botões da camisa desabotoados e as calças claras a roçar nos glúteos proeminentes. És bonito de se ver. Dá gosto olhar para esses lábios rosados que contrastam com a pele queimada do sol. “Olá…Maria? Estas a ouvir-me?” ups, acho que me distraíste…“olá fabrizzio. fabri..olá.” os olhos brilham-me e os meus lábios abrem-se num sorriso radioso.
“meu deus, o teu sorriso é ainda mais perfeito ao vivo…” - dizes tu, enquanto me enlaças a cintura com os teus braços fortes.
“então, o que é que vamos fazer?” – a voz treme-me de entusiasmo. Não estou habituada a estes nervosismos…
“anda, tenho uma surpresa para ti.” – agarras-me com a tua mão firme, e guias-me pelas avenidas povoadas de gentes desconhecidas. Há olhares indiscretos das raparigas mais imprudentes que nos seguem, atentos a cada passo que damos; outros mais escondidos, daquelas mais pudicas que mesmo assim não conseguem resistir aos teus encantos.
Chegamos á entrada de um prédio alto. “TORRE S.RAFAEL” lê-se nas letras douradas por cima da porta de vidro; Entramos no elevador gigante com paredes espelhadas; carregaste no penúltimo botão.
“14º andar? Caramba, moras nas nuvens rapaz!” - os teus braços voltaram a envolver-me a cintura, chegaste-me para ti. Os teus lábios sublimes aproximaram-se dos meus, o teu abraço apertou-me com força.
“Pronta para visitar o paraíso?” – mergulhaste nos meus beijos, carinhosamente deste-te a provar e eu deliciei-me contigo. Não é correcto dizer que te aproveitaste da tua figura para me seduzir porque, na verdade, eu fiquei seduzida pelos teus olhos muito antes de poder sequer vislumbrar-te a ti, meu pedaço de céu.
Quando chegamos lá acima, já pouco restava da menina tímida com as pernas a tremer, tu já não eras nem um bocadinho daquele rapaz seguro e ponderado. As tuas mãos percorrem, frenéticas, o meu corpo; os teus lábios procuram os meus numa ânsia desmedida. Quando estamos juntos não existem limites ou tabus; cedemos ao prazer carnal como dois seres que se amam. Tu, devoras o meu corpo como quem se delicia com um pedaço de chocolate e eu…eu deixo-me invadir por ti; deixo que me mostres o mundo para lá do meu imaginário, sem inibições nem porquês. Tu bloqueias-me o raciocínio, não percebo bem porque, mas também não me preocupa.




