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15 de setembro de 2011

Bem-me-quer, mal-me-quer,

"Okay, we're gonna be okay. You and I, we're a team, right? We're tough. We have that in common. I am very glad you're here. I didn't think your first day would be quite like this, but I'm gonna get it together, and we're gonna figure this out."
Meredith Grey


Tenho várias almas dentro de mim. Em cada olhar há um sem número de entidades a lutar pelo protagonismo; em cada sorriso outras tantas querendo dar um pouco de si. Dizem os entendidos na matéria que é assim que nós, ascendentes de gémeos, somos; seres com várias personalidades que coabitam entre si. “Um signo que vale por dois...bem no mínimo, pois bem poderiam ser trigémeos ou quadrigémeos. Quantos mais vierem é lucro!”.
Sedo assim, também quando escrevo tenho um sem número de personas a tentar tomar conta das minhas mãos; desde a mais genuína, aquela que penso ser a original, até àquela criada apenas por 5 minutos, são elas que vos escrevem, são elas que vocês lêem nestas páginas rasgadas da minha alma. Perguntem-me vocês qual esta escrever-vos agora que não vos saberei responder. Perdi-me algures em mim. Esta imagem que concebi do meu Eu tornou-se tão presente e tão entranhada que já mal me conheço. Turvam-me as minhas entidades, fazem-me perder os sentidos, fazem-me esquecer quem sou, por onde vou e de onde vim. Já não sei mais quem fala quando falo comigo, perdi-me nesta mesmice chata de ser quem sou. Criei outros “eu's” para que pudesse tornar-me mais única mas perdi-me ainda mais por ver que já não me conhecia. Quanto mais me conheço mais me estranho. Mais me diluo nestas personagens que também sou eu mas que não conheço. E quanto mais me sei, mais descortino realidades por conhecer; e mais preciso de criar outras caricaturas de mim para destapar as que já ficaram pelo caminho. Já não sei o que é ser genuína de tão genuína que sou. Perdi-me algures pelas mãos de mim, fui devorada pelo meu génio efémero.
Será que vivo numa mentira? Fora a mentira uma representação pura da veracidade que eu seria também uma impostura. Estranha-me a minha paridade nas inconstantes efígies do meu ser. Já não me sei de tanto me saber.

20 de fevereiro de 2011

"esta sede de te encontrar em mim,
de correr para ti de estar junto de ti.
(...)mas existe um ponto a brilhar pra mim.
(...)a estrela polar que fixa os meus paços,
a única razão és tu,
a estrela polar tu.
a minha vida existe porque existes tu."
♥
vó
vô
pequerrucho,
clarinha,
carols,
catarina querida,
cat tulipinha,
kate,
caty linda, minha gaija dos gorros,
dani,
fabri,
guidinha,
ico,
mani,
tio zé,
mãe,
pai,
lena tininha*,
caracóis doirados, 
mél,
pê,
priminho,
ti'peio,
sah,
tia penca,
vica, 
xuxu,

os mais importantes* (por ordem alfabética de nomes originais)

(creio que não me esqueci de ninguém. caso isso tenha aconteceido comuniquem, mea culpa.)

24 de janeiro de 2011

de volta*


Baden-Baden; Strasbourg'11
*o pompom*; Kalsruhe-Baden, Strasbourg'11

vêm baby's? eu disse que viria diferente.


p.s: eu vou postando algumas fotos ^^

31 de dezembro de 2010

quando te conheci, não imaginei que irias ser tão importante para mim*

Há este travo adocicado na minha boca, como se tivesse mergulhado horas a fio a minha língua num prato cheio de açúcar. Tórrida, doce boca.
Latejam-me os lábios e ardem-me os olhos, tremem-me as mãos, fraquejam-me as pernas e a respiração é rápida e pesada como se todo o meu corpo quisesse expressar este mal-estar que me consome. É sempre assim agora, sabes? Há sempre esta doçura na minha boca, sempre os lábios cheios a latejar, os olhos ardem e transbordam sempre que os fecho. Não que não goste de ti, nada disso. O problema também não é tu não me fazeres feliz. O problema é não poder ter esse teu beijo cheio, essa tua pele doce que me preenche os poros e me faz transbordar o coração. É esta ausência de ti, este sentimento de vazio completo quando não te tenho por perto, nem á tua pele doce nem ao teu beijo cheio.
Há este desejo no meu peito, como se tivesse mergulhado horas a minha pele na tua. E condena-me ainda mais esta sensação, confina-me mais ainda a esta melancolia de não te ter e esperar que chegues, no matter what.
Poderia deixar-me envolver por este açúcar que me enche a boca e permitir que ele me levasse até ti, até á tua pele doce e aos teus beijos cheios, mas a minha língua está presa no meu silêncio.

 
 
 
 
perguntaste-me como me sinto hoje, é assim.

17 de dezembro de 2010

acreditar no amor como se na vida

Há poucos destes dias. Destes em que acordo como se não tivesse sequer dormido, em que deambulo pelas horas como se de um fantasma me tratasse, daqueles espectrais, que absorvem toda a vida que há dentro das pessoas e as tornam infelizes. Acho que tenho um espectro assim a sobrevoar-me nestes dias. Nestes em que o simples facto de não me telefonares faz o meu coração ribombar dentro do peito e estilhaçar-se em pedaços. Sabes que me fazes falta, tal como me faz falta o teu sorriso e as tua voz meio rouca a dizer-me como às vezes digo disparates completos e ensinar-me palavras em espanhol que nunca irei usar. “te voglio” quer dizer quero-te em italiano. Eu quero-te; quero-te tanto como aos gelados nas tardes quentes de Verão, aquelas em que te conheci, meu amor, em que me apaixonei por esse corpo melodioso como uma canção bem composta. As canções, desculpa, poesias, como gostas de lhes chamar, são uma constante a lembrar-me de ti nos elevadores do shopping e nos altifalantes espalhados pela rua.
Excrucia-me o peito não saber onde andas, não saber por quem te perdes e como cruzas os braços em sinal de reprovação sempre que vês algum trabalho que não esteja minimamente perfeito. Preciso de saber de ti mais do que preciso do ar que respiro; és tu esse ar que respiro, que sorvo em lufadas de ar quente e doce, esse teu odor que me conforta só por existir, só por estar na minha almofada todas as manhãs, ou pelo menos como eu gostaria que estivesse. Preciso de ti mais do que preciso da vida porque meu bem, como vês, sem ti a minha não faz sentido.


14 de dezembro de 2010

vero? veríssimo!

If aliens are looking for intelligent life, WHY THE HECK ARE YOU SCARED?!

13 de julho de 2010

diários da nossa paixão

meu pedaço de céu

Lisboa é encantada. São as luzes frenéticas dos carros solitários, o pôr-do-sol sobre o Tejo; os barcos que o cruzam de lés a lés, impertinentes, rasgando o horizonte que se desenha por trás do Sol e dos arranha-céus. Lisboa encanta-me, não percebo bem porquê.

A cadeira de metal queima-me a pele assim como os raios de sol que espreitam por entre o toldo da esplanada; não espero que apareças já, mas gostava que o fizesses. A ideia de poder ver de perto esses olhos, de poder, quiçá, sentir esses beijos quentes que prometes, faz nascer borboletas no meu estômago; o que tu me fazes rapaz! O sorvete de limão está derretido na taça em cima da mesa, não consigo comer; olho em volta. As pessoas fazem as suas vidas, despreocupadas, indiferentes ao nervosismo que me faz tremer as pernas e gelar os neurónios. Sempre os tive, sabes, mas hoje estão bloqueados, não sei bem porquê.

Chegaste á hora marcada, como seria de esperar; com dois botões da camisa desabotoados e as calças claras a roçar nos glúteos proeminentes. És bonito de se ver. Dá gosto olhar para esses lábios rosados que contrastam com a pele queimada do sol. “Olá…Maria? Estas a ouvir-me?” ups, acho que me distraíste…“olá fabrizzio. fabri..olá.” os olhos brilham-me e os meus lábios abrem-se num sorriso radioso.

“meu deus, o teu sorriso é ainda mais perfeito ao vivo…” - dizes tu, enquanto me enlaças a cintura com os teus braços fortes.

“então, o que é que vamos fazer?” – a voz treme-me de entusiasmo. Não estou habituada a estes nervosismos…

“anda, tenho uma surpresa para ti.” – agarras-me com a tua mão firme, e guias-me pelas avenidas povoadas de gentes desconhecidas. Há olhares indiscretos das raparigas mais imprudentes que nos seguem, atentos a cada passo que damos; outros mais escondidos, daquelas mais pudicas que mesmo assim não conseguem resistir aos teus encantos.

Chegamos á entrada de um prédio alto. “TORRE S.RAFAEL” lê-se nas letras douradas por cima da porta de vidro; Entramos no elevador gigante com paredes espelhadas; carregaste no penúltimo botão.

“14º andar? Caramba, moras nas nuvens rapaz!” - os teus braços voltaram a envolver-me a cintura, chegaste-me para ti. Os teus lábios sublimes aproximaram-se dos meus, o teu abraço apertou-me com força.

“Pronta para visitar o paraíso?” – mergulhaste nos meus beijos, carinhosamente deste-te a provar e eu deliciei-me contigo. Não é correcto dizer que te aproveitaste da tua figura para me seduzir porque, na verdade, eu fiquei seduzida pelos teus olhos muito antes de poder sequer vislumbrar-te a ti, meu pedaço de céu.

Quando chegamos lá acima, já pouco restava da menina tímida com as pernas a tremer, tu já não eras nem um bocadinho daquele rapaz seguro e ponderado. As tuas mãos percorrem, frenéticas, o meu corpo; os teus lábios procuram os meus numa ânsia desmedida. Quando estamos juntos não existem limites ou tabus; cedemos ao prazer carnal como dois seres que se amam. Tu, devoras o meu corpo como quem se delicia com um pedaço de chocolate e eu…eu deixo-me invadir por ti; deixo que me mostres o mundo para lá do meu imaginário, sem inibições nem porquês. Tu bloqueias-me o raciocínio, não percebo bem porque, mas também não me preocupa.