13 de julho de 2010

diários da nossa paixão

meu pedaço de céu

Lisboa é encantada. São as luzes frenéticas dos carros solitários, o pôr-do-sol sobre o Tejo; os barcos que o cruzam de lés a lés, impertinentes, rasgando o horizonte que se desenha por trás do Sol e dos arranha-céus. Lisboa encanta-me, não percebo bem porquê.

A cadeira de metal queima-me a pele assim como os raios de sol que espreitam por entre o toldo da esplanada; não espero que apareças já, mas gostava que o fizesses. A ideia de poder ver de perto esses olhos, de poder, quiçá, sentir esses beijos quentes que prometes, faz nascer borboletas no meu estômago; o que tu me fazes rapaz! O sorvete de limão está derretido na taça em cima da mesa, não consigo comer; olho em volta. As pessoas fazem as suas vidas, despreocupadas, indiferentes ao nervosismo que me faz tremer as pernas e gelar os neurónios. Sempre os tive, sabes, mas hoje estão bloqueados, não sei bem porquê.

Chegaste á hora marcada, como seria de esperar; com dois botões da camisa desabotoados e as calças claras a roçar nos glúteos proeminentes. És bonito de se ver. Dá gosto olhar para esses lábios rosados que contrastam com a pele queimada do sol. “Olá…Maria? Estas a ouvir-me?” ups, acho que me distraíste…“olá fabrizzio. fabri..olá.” os olhos brilham-me e os meus lábios abrem-se num sorriso radioso.

meu deus, o teu sorriso é ainda mais perfeito ao vivo” - dizes tu, enquanto me enlaças a cintura com os teus braços fortes.

então, o que é que vamos fazer?” – a voz treme-me de entusiasmo. Não estou habituada a estes nervosismos…

anda, tenho uma surpresa para ti.” – agarras-me com a tua mão firme, e guias-me pelas avenidas povoadas de gentes desconhecidas. Há olhares indiscretos das raparigas mais imprudentes que nos seguem, atentos a cada passo que damos; outros mais escondidos, daquelas mais pudicas que mesmo assim não conseguem resistir aos teus encantos.

Chegamos á entrada de um prédio alto. “TORRE S.RAFAEL” lê-se nas letras douradas por cima da porta de vidro; Entramos no elevador gigante com paredes espelhadas; carregaste no penúltimo botão.

14º andar? Caramba, moras nas nuvens rapaz!” - os teus braços voltaram a envolver-me a cintura, chegaste-me para ti. Os teus lábios sublimes aproximaram-se dos meus, o teu abraço apertou-me com força.

Pronta para visitar o paraíso?” – mergulhaste nos meus beijos, carinhosamente deste-te a provar e eu deliciei-me contigo. Não é correcto dizer que te aproveitaste da tua figura para me seduzir porque, na verdade, eu fiquei seduzida pelos teus olhos muito antes de poder sequer vislumbrar-te a ti, meu pedaço de céu.

Quando chegamos lá acima, já pouco restava da menina tímida com as pernas a tremer, tu já não eras nem um bocadinho daquele rapaz seguro e ponderado. As tuas mãos percorrem, frenéticas, o meu corpo; os teus lábios procuram os meus numa ânsia desmedida. Quando estamos juntos não existem limites ou tabus; cedemos ao prazer carnal como dois seres que se amam. Tu, devoras o meu corpo como quem se delicia com um pedaço de chocolate e eu…eu deixo-me invadir por ti; deixo que me mostres o mundo para lá do meu imaginário, sem inibições nem porquês. Tu bloqueias-me o raciocínio, não percebo bem porque, mas também não me preocupa.


Sem comentários:

Enviar um comentário

deixa mensagem depois do sinal "♥"(biiiip)