Há poucos destes dias. Destes em que acordo como se não tivesse sequer dormido, em que deambulo pelas horas como se de um fantasma me tratasse, daqueles espectrais, que absorvem toda a vida que há dentro das pessoas e as tornam infelizes. Acho que tenho um espectro assim a sobrevoar-me nestes dias. Nestes em que o simples facto de não me telefonares faz o meu coração ribombar dentro do peito e estilhaçar-se em pedaços. Sabes que me fazes falta, tal como me faz falta o teu sorriso e as tua voz meio rouca a dizer-me como às vezes digo disparates completos e ensinar-me palavras em espanhol que nunca irei usar. “te voglio” quer dizer quero-te em italiano. Eu quero-te; quero-te tanto como aos gelados nas tardes quentes de Verão, aquelas em que te conheci, meu amor, em que me apaixonei por esse corpo melodioso como uma canção bem composta. As canções, desculpa, poesias, como gostas de lhes chamar, são uma constante a lembrar-me de ti nos elevadores do shopping e nos altifalantes espalhados pela rua.
Excrucia-me o peito não saber onde andas, não saber por quem te perdes e como cruzas os braços em sinal de reprovação sempre que vês algum trabalho que não esteja minimamente perfeito. Preciso de saber de ti mais do que preciso do ar que respiro; és tu esse ar que respiro, que sorvo em lufadas de ar quente e doce, esse teu odor que me conforta só por existir, só por estar na minha almofada todas as manhãs, ou pelo menos como eu gostaria que estivesse. Preciso de ti mais do que preciso da vida porque meu bem, como vês, sem ti a minha não faz sentido.
:(
ResponderEliminarque esses dias expirem rapidamente***