31 de dezembro de 2010

quando te conheci, não imaginei que irias ser tão importante para mim*

Há este travo adocicado na minha boca, como se tivesse mergulhado horas a fio a minha língua num prato cheio de açúcar. Tórrida, doce boca.
Latejam-me os lábios e ardem-me os olhos, tremem-me as mãos, fraquejam-me as pernas e a respiração é rápida e pesada como se todo o meu corpo quisesse expressar este mal-estar que me consome. É sempre assim agora, sabes? Há sempre esta doçura na minha boca, sempre os lábios cheios a latejar, os olhos ardem e transbordam sempre que os fecho. Não que não goste de ti, nada disso. O problema também não é tu não me fazeres feliz. O problema é não poder ter esse teu beijo cheio, essa tua pele doce que me preenche os poros e me faz transbordar o coração. É esta ausência de ti, este sentimento de vazio completo quando não te tenho por perto, nem á tua pele doce nem ao teu beijo cheio.
Há este desejo no meu peito, como se tivesse mergulhado horas a minha pele na tua. E condena-me ainda mais esta sensação, confina-me mais ainda a esta melancolia de não te ter e esperar que chegues, no matter what.
Poderia deixar-me envolver por este açúcar que me enche a boca e permitir que ele me levasse até ti, até á tua pele doce e aos teus beijos cheios, mas a minha língua está presa no meu silêncio.

 
 
 
 
perguntaste-me como me sinto hoje, é assim.

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