10 de abril de 2011

és tu o meu principe, sou eu tua princesa*

I've heard that it's possible to grow up - I've just never met anyone who's actually done it. Without parents to defy, we break the rules we make for ourselves. We throw tantrums when things don't go our way, we whisper secrets with our best friends in the dark, we look for comfort where we can find it, and we hope - against all logic, against all experience. Like children, we never give up hope...”
Meredith Grey,


Era uma vez um príncipe, um belo príncipe de olhos verdes, que certo dia conheceu uma pequena, não era princesa, essa pequena, mas isso não importava ao belo príncipe pois afinal o que importa não é o que está escrito mas sim o que se sente; e a pequena era uma princesa por dentro.
O príncipe encantou a pequena, e ela deixou-se encantar por ele. Deixou-se dançar nas noites de baile. Deixou que ele a guiasse pelos labirintos de jardim do castelo. Permitiu até que ele a tomasse nos seus braços pela noite fora enquanto ela inalava o perfume enlouquecedor do corpo dele. Ele olhava-a enquanto a encantava. Questionava-se como seria possível tamanha doçura existir. Tamanha bondade que o prendia a ela sem querer. Não se diria que nenhum dos dois tivesse feito de propósito para se encontrarem, nenhum teria querido que o outro ficasse só para si.
Dizem que o amor por si só basta, que é apenas necessária uma boa dose de romantismo e uma pitada de paixão para que uma relação dure, mas desengane-se quem pensa assim. É preciso dor, desafios, só assim se pode ter a certeza de que é a sério, que é para valer. Eles amam-se, aqueles dois enamorados. Não lhes importa que ele seja realeza e ela do povo. É-lhes indiferente que ela goste de doce enquanto ele prefere o salgado. Mas eles completam-se, ele acaba onde ela termina e ela começa onde ele tem início.
É engraçado vê-los. Ele brinca com ela, diz coisas parvas e ela sorri, com os olhos tão fechados que quase não se vêem. Abre muito os olhos ao olhar para ele, como se tentasse captar o máximo de pormenores possível. Delicia-se no corpo alto que ele tem, nos olhos que não se sabe se são verdes ou azuis, no rosto simétrico e tão doce. Afogam-se na felicidade de pertencerem um ao outro, inspiram o Amor em gordas lufadas de ar.
Diz-se que a rapariguinha foi enfeitiçada pelos olhos muito verdes e pelo perfume doce do corpo dele. Ninguém sabe no entanto, ninguém pode ter a certeza disso porque agora a pequena, a quem todos chamam princesa, já não se distingue do príncipe. Já ninguém pode dizer ao certo onde começa ela e onde acaba ele. Porque uma coisa é certa, o príncipe, sim esse, o belo, também ficou enfeitiçado pelo sorriso apaixonado da princesa e para ele ela será para sempre a sua pequena.

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