6 de julho de 2009

Borboletas, bolas de cristal e super pais

É espantoso regressar á doce inocência da infância. Conseguir sentir o calor por detrás de cada sorriso… a felicidade do toque das tintas a escorrer pelos dedos… o desejo de criar uma obra-prima imaginária às tantas da madrugada e acordar com o pijama amarelo manchado de verde e umas quantas pintas cor-de-rosa que não estavam lá quando a mãe o tirou da máquina de lavar no dia anterior… O medo de adormecer quando tinha a certeza de que um monstro fúxia ia sair debaixo da cama e me pegava por uma perna para me levar para o terrível mundo dos monstros brilhantes… Receber beijos do Sol enquanto andava de baloiço nas tardes coloridas de Verão… Saborear as sandes de atum com areia da praia enquanto tu gritavas: “Não comas isso, Ana Patrícia!”…
Quem me dera voltar a esses tempos…Quando podia fazer todas as malandrices que me apetecesse sem ter medo de me chamarem irresponsável … Quando me sentava no teu colinho e te ouvia contar as histórias de quando tu eras mais novo, aquelas em que eu te via como sendo os meus desenhos animados preferidos, que assistia enquanto esperava ansiosamente que chegasses…
Sim, paizinho, acho que nunca te disse o quanto gosto de ti, o quanto te amo e desejo nunca te perder, mas eu saio a ti nesse aspecto, temos problemas em demonstrar os nossos sentimentos, parecemos frios e distantes quando, na verdade, tudo ficaria melhor com um beijinho e um “GOSTO MUITO DE TI”… Mas nós sempre preferimos sentar á frente da TV e discutir a maneira como os jogadores de futebol deveriam jogar, tu sempre disseste:”Eu queria um rapaz, e saiu-me uma rapariga que me percebe!” pois é paizinho, eu percebo-te…
Mas prontos, o tempo de antena escasseia e eu tenho que ir lavar a loiça para depois poder-mos ir ver futebol! Adoro-te paizinho, nunca te esqueças disso…!

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